“Com dúvidas e certezas, em tua vida, haverás de conviver. Hás, contudo, que ponderar e entender, a fim de que as certezas não te levem a ufanar-te, nem as dúvidas a paralisar-te, como é comum acontecer. Ufanar-se equivale a inebriar-se. E aqueles que se inebriam, não tendo equilíbrio, acabam por cair ou se perder. As tuas dúvidas, dunas que são, ao longo de tua vida, haverás de ter. Elas te levarão a aprofundar tuas certezas, a não as absolutizar, a fim de que não caias nas antigas valas, mas a agir com serenidade e firmeza. Dúvidas e certezas, a depender da forma como vieres administrar, poder-te-ão amadurecer e fazer-te crescer. Todavia, vindo a se tornar perdido teu equilíbrio, no precipício do que não te dará abrigo, serás lançado. Deserto, então, a partir daí, constituir-se-á viver sem sentido, fazendo da dúvida crença, como assim fazem os que vivem isolados.”