Primeira Leitura (At 16,1-10); Responsório (Sl 99); Evangelho (Jo 15,18-21)
“Se a tua presença não fizer a diferença, o que haverá de diferente em todo o teu procedimento, desde o momento em que, reconhecendo a soberania do Senhor em tua vida, passaste a agir, a enxergar de forma diferente?
Se tu não fizeres a diferença em tua maneira de ser, perceber e viver, terá valido a pena o quê em tua vida, depois de tudo o que passaste, depois de todos os desertos que atravessaste para chegar a um ponto em que não encontras mais uma razão de ser? Se tu passares a viver da forma como todos medianamente vivem, agindo conforme o critério da própria vontade, por interesses pessoais bem limitados, onde fica a graça do teu chamado?
Se tu não tens a coragem de mostrar, por tua vida, por palavras e pensamentos, que tu és fermento, que tu és sal e espelhas a Luz; mas se tu te esquivas e deixas que ganhe espaço o que é contrário à verdade, o que combate à Luz. Tu sabes que tu serás arguido, tu serás perguntado, interrogado acerca das tuas omissões, também além dos erros que tenha tu praticado, uma vez tendo conhecido, tendo vivenciado, experimentado uma situação resultante de uma relação autêntica de verdade entre ti e Aquele que te chamou a ser seguidor dessa mesma verdade?
Se, depois disto, tu te esquivares e, por razões não confessadas, voltares a antigos comportamentos, erros do passado, como tu queres ser compreendido, avaliado, em que conta tido por aqueles que por um tempo te tem conhecido?
Vê que o que tu fazes não é indiferente. É grave toda ação, toda omissão que venha de ti como traço de procedimento. Mas, se em ti houver uma consonância com a verdade revelada pelo Senhor; se tu agires, mesmo que muitos te sejam contrários, acredita: é na tua persistência que se revelará a força dAquele que te escolheu para enviar, em meio a uma geração que ama mais a si mesmo as conveniências, do que o fulgor da verdade.
Se tu te envergonhares dEle diante dos homens, Ele também não te reconhecerá. Pois, é a partir da relação feita na verdade, na amorosidade, que o Senhor contará a ti entre os Seus escolhidos, e te dará o lugar reservado para aqueles que persistirem até o fim, no intuito de viver e testemunhar.
Louvado seja o Nosso Senhor Jesus Cristo.”
(Pe. Airton)
Primeira Leitura (At 15,22-31); Responsório (Sl 56); Evangelho (Jo 15,12-17)
“O lugar por nós, hoje, ocupado não deriva, tão só, de nossa pessoal vontade. O lugar que nós ocupamos, hoje, passou por um discernimento a fim de descobrir, afinal de contas, se essa nossa vontade havia sido, antes, a expressão de um chamamento.
Se fomos escolhidos, chamados e tocados e, um dia, sentindo isto, demos uma resposta para que este desígnio anterior ao nosso querer fosse realizado, podemos, então, dizer como disse o Senhor Jesus: Não fostes vós que me escolhestes, mas eu que vos escolhi, vos designei, vos nomeei (cf. Jo 15, 16).
No núcleo, no cerne da nossa espiritualidade, está o chamado e, de nossa parte, apenas num segundo momento, um discernimento para descobrir se, realmente, era do Senhor essa vontade.
Nós não nos escolhemos. Nós não nos enviamos. Nós não nos nomeamos. Tudo isto é o Pai que, através do Filho, pensou estar realizando este plano salvífico, benevolente, misericordioso, amável, e que nos envia ao amor misericordioso, sobretudo, com a parte de nossos irmãos, que é a mais fragilizada.
Não fostes vós que me escolhestes (cf. Jo 15, 16), ou também vocês não se escolheram, Eu vos amei primeiro (cf. Jo 4, 19). Isso traduziria o que o Senhor expressou: Eu vos escolhi (cf. Jo 15, 16). E disse, posteriormente: E a minha alegria é que produzais frutos, na condição de que vocês permaneçam em Mim, e Eu permanecerei em vocês e com vocês (cf. Jo 15, 16). E se vocês estiverem reunidos, eu estarei junto com vocês (cf. Mt 18, 20). E assim nós estaremos até a consumação dos séculos (cf. Mt 28, 20).
Ou seja, enquanto vida houver, haverá garantia de continuidade desse amor, desse chamado, que, através de Cristo, teve de nossa parte uma resposta adequada.
Louvado seja o Nosso Senhor Jesus Cristo.”
(Pe. Airton)